domingo, 25 de março de 2012

... Amor de fã ...


Você passaria a madrugada em frente ao prédio do seu namorado, esperando ele abanar da janela? 
Você escreveria para seu marido um bilhete com dois quilômetros de comprimento, escrito de ponta a ponta "te amo, te amo, te amo"? 
Você arrancaria um pedaço da camiseta dele com os dentes, choraria convulsivamente ao vê-lo sorrir, passaria fome e frio em troca de um rabisco feito por ele? 

Se ele fosse o Ricky Martin, que dúvida. Mulher nenhuma faz pelo Zé que tem em casa o que faz pelo Fabio Assunção, pelo Rodrigo Santoro ou pelo Mauricio Mattar. Amor de fã é passional, ardente, insaciável. Elas fazem qualquer coisa por um homem que nunca viram antes, que não sabem se é bom ou mau caráter, se têm calos nos pés ou se limpa o nariz na manga da camisa. Apaixonam-se por uma figura idealizada, por um príncipe de faz-de-conta, e assim compensam suas carências.

 Quando vi milhares de pessoas, mulheres a maioria, fazendo vigília em frente ao hospital onde esteve internado o falecido cantor Leandro, pensei: será que elas fariam a mesma coisa por um pai, por um irmão, por um marido? Passariam em claro tantas noites, ajoelhariam-se na calçada, desesperariam-se dessa maneira? Desconfio. O sentimento que temos por nossos familiares é muito mais complexo: são relações de amor e ódio. A convivência humana é implacável. Por mais que amemos quem está próximo de nós, acreditamos que ouvir suas críticas e reclamações, vivenciar sua ironia e descaso, agüentar seus hábitos e manias, tudo isso vale como cota de sacrifício. 

Em caso de doença, não carece cair de joelhos na calçada, basta rezar uma Ave-Maria em casa. Com nosso ídolo é diferente. Ele é lindo, rico, afetuoso, só tem qualidades. Facilmente o confundimos com os papéis que representa, com a música que canta. Ele nunca chegou atrasado a um compromisso com você, nunca chutou o seu cão, nunca roncou, nunca a decepcionou, simplesmente porque nunca se relacionou com você: é um amor unilateral e fantasioso. Você projeta no seu ídolo as qualidades que não vê em quem está a seu lado, e entra em surto quando tem a chance de receber dele algo real, nem que seja um autógrafo ou um fio de cabelo. 

Pecado não é, mas quem dorme sob nosso teto todos os dias merece, no mínimo, a mesma devoção.

 MARTHA MEDEIROS

sexta-feira, 16 de março de 2012

... Fãs e Idolos atuais ...

As coisas realmente são injustas assim, tava aqui pensando no pontos de vista musical, e que geralmente vemos o tempo todo vasculhando internet alheia, varios adolescentes e jovens que são doidos fanaticos por seus idolos.

Daqueles que gritam histéricamente durante um show, daqueles que usam camisetas, bandanas, fazem faixas e expressam todo seu amor platônico diga-se de passagem pelos seus idolos. Daqueles fãs que ficam em portas de hotéis, correm atrás de carros, fazem albúm de fotos em suas redes sociais.. É complexo a todo ponto de ser.


Muita critica em cima desses que que atualmente são os fãs de Luan Santana, Justin Bieber, Restart entre outros cantores e bandas, são massacrados pela grande maioria do pessoal por expressarem seu amor por seus idolos, varias gerações anteriores costumam xingar esses fãs ai, é o que vemos o tempo todo. Mas pensa que é a coisa mais normal do mundo essa expressão na forma de demontrar amor pelos seus idolos á muito tempo atras, unica diferença é que a tempos atrás nao existia tanta gente fazendo tanto videos e nem redes sociais pra que isso fosse mostrado.

Digo isso por conta de meus idolos, que realmente a um tempo atras, eu nunca fui histérica mas já tive momento tietes 100% por bandas como BR'OZ e ROUGE (pronto podem me cruxificar), bandas diferentes das atuais logico, assim como pra gerações mais antigas que a miha, tinham Hansons, Backstret Boys, mais antigo ainda Dómino e Menudos, e assim vai indo. A unica coisa é que quem ouviu bandas melhores como antigamente, em sua grande maioria nao curte as novas bandas que tem estilos diferentes daquilo que pessoas estavam acostumadas.


Tudo isso é questão de que todos um dia tiveram amor histérico e doido por algum idolo, a unica diferença dentre as épocas é q hoj é muito mais fácil expressar isso pelas redes sociais e internet alheia. A unica que tem de serem feitas é o respeito com o gosto de cada um, respeitar a evolução de musica por parte das gerações, mais pra frente surgirão bandas piores e ai essa geração que hoj é criticada, irá ter sua vez de criticar as novas tendencias e modinhas assim, fato é q todos ja fizemos isso e continuaremos fazendo, tudo questão de respeito.

Confesso as vezes brinco com os fãs atuais por atitudes extremistas, mas entendo perfeitamente o que é ouvir uma critica sobre algo que de fato é importante e faz parte de teus dias e ter reações para essas criticas, é aquilo de defesa de gostos, mas como sempre dizem "gostos não se discutem".


A unica que falta entao como falei respeitar a cada nova moda que surgir, até porque enquanto fãs de várias gerações e de gostos musicais brigam e discutem entre si, os artistas esses admirados, estão fazendo midia e ganhando grana em cima da propaganda e divulgação de seus rostos e discussões seja ela negativa ou postiviva. Pense nisso!!!


Estela Eschner Mühl

quarta-feira, 14 de março de 2012

... Dói ...


Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. 

Mas o que mais dói é saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Dóem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o escritório e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é não saber. 

Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua pintando o cabelo de vermelho. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango assado, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua surfando, se ela continua lhe amando. Saudade é não saber. 

Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ele está com outra, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. 

Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim, doer.

Martha Medeiros

domingo, 11 de março de 2012

.. Filmes para o final de semana ...

Filmes bons que ja assisti esse ano q indico para vc, isso mesmo VC assistir durante o final de semana se quiser um programinha mais caseiro .. =D .. assisti, curti e indico .. Le Facebook

- Qual seu numero? -

- Se beber não case 2 -

- Amizade Colorida -

- Capitão América -

- Os pinguins do Papai -



Filmes ruins mas ruins mesmo que não indico 

- Esperar para sempre -

- Ganhar ou ganhar -

- Verdade ou consequencia -

- Exterminadoras -

- Mistério da rua 7 -

quinta-feira, 8 de março de 2012

... A mulher madura ...


O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos. De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé. Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.

 A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo. A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.

 A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito. A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril. 

O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa. Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza. 

Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador. Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo. 

A mulher madura está pronta para algo definitivo. Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o vôo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta jóias. As jóias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo. 

A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes. Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar.

AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA

quinta-feira, 1 de março de 2012

.. Top 7 - Chris Brown ...

 Top 7 musicas de Chris Brown .. o cara canta, o cara bate, o cara dança enfim mil e uma utilidades :P



7º - Year



6º - No air




5º - Gimme That




4º - Wall to Wall




3º - With You



2º - Forever




1º - Kiss Kiss